terça-feira, outubro 24, 2006

Ainda a sondagem da Católica

O Margens de Erro sai em defesa da sondagem, nomeadamente face às críticas apresentadas pelo Miguel e por mim. No entanto continua sem responder àquela que me parece ser a principal, porquê é que a questão do casamento foi a única nesta sondagem a merecer mais hipóteses de resposta que o "sim ou não" de todas as outras? Razão pela qual nem pode ser incluída nos gráficos que o Pedro Magalhães recomenda.

De resto ninguém duvida que o país onde estamos é homofóbico. Como bem diz a ILGA em comunicado, não é o casamento entre pessoas do mesmo sexo a questão fracturante, o que fractura o país é a homofobia, sendo as respostas à questão do casamento apenas um dos sintomas disso mesmo. Agora o que mais me fez desconfiar desta sondagem é a ligeira evolução negativa que ela representa face à anterior. Pois se o país é homofóbico, não é menos verdade que nos últimos anos (sobretudo nos últimos dois) se tem assistido a muitas alterações positivas na forma como as pessoas encaram a homossexualidade e @s homossexuais. Esta sensação não sou só eu que a tenho, e por isso estranho não a ver reflectida na sondagem da Católica, mesmo com todos os cuidados de comparar sondagens com metodologias bem diferentes.

Quanto ao mais o problema não é, claro, a sondagem, o problema é que quem tem nas mãos a faca para cortar este queijo recusa-se a fazê-lo. E já agora, sim a igreja tem mesmo uma embirração especial contra os gays. À excepção do aborto, nenhuma outra oposição da igreja é tão visível nos média como a contínua campanha contra qualquer tipo de reconhecimento das uniões homossexuais. Mas não é o nome da universidade o problema maior deste estudo, embora seja uma questão que não deva ser menosprezada, até porque é fácil evitar esse possível factor de distorção em futuros inquéritos.

2 comentários:

Lusgon disse...

Não me admira. Nunca conheci um homosexual que bate-se bem da tola. Nunca conhceci uma homosexual que não me desprezasse. Aos primeiros chini-lhes o vão juízo, às segundas vingo-me como posso. Não é justo? Também acho porque eles não são compreencíveis e elas afáveis.

boss disse...

Conta mais um na lista dos que te desprezam ;)