quinta-feira, maio 10, 2007

Espasmo post-mortem imperial

Estou longe de ser especialista em política timorense, ou sequer um observador muito atento, mas há já vários anos que venho acumulando uma antipatia crescente por Ramos Horta. Primeiro foram as volubilidades no relacionamento com Portugal e Austrália, sempre ao sabor dos interesses do momento e sempre pronto a dar o dito por não dito e a atacar uns e outros. Depois o associar-se ao clero fundamentalista da ilha para derrubar Alkatiri, um muçulmano, usando as aulas de religião como pretexto (como se não houvesse problemas a sério em Timor!). E agora isto, para matar qualquer dúvida, t-shirt do pescador palestiniano na hora do voto a ver se se pescam alguns tolos de última hora. Abjecto.

3 comentários:

Manel disse...

E resultou, querido Boss, o mal de Timor é que isto resulta sempre...

Pedro Morgado disse...

Desta vez nao estamos de acordo. Eu acho que cada um veste a camisola que quiser..

Grave e abjecto será se, no uso das suas funções presidenciais, Ramos Horta envergar essa ou outra camisola ideológica que não respeite a liberdade religiosa e a lacidade do Estado.

Saudações.

boss disse...

Pois manel, já vi que sim.. espero que isto ao menos sirva para pacificar de forma sólida o país. A paz é a base essencial para se poder evoluir.

ó Pedro, é claro que cada um veste a camisola que quiser, nunca disse o contrário. Mas tal como cada um veste a camisola que quiser, eu reservo-me o direito de criticar ou elogiar a escolha. E misturar crenças e superstições com debate político para mim, seja antes ou depois das eleições, é abjecto. Que quer dizer Horta com isto? Que fará o que Jesus faria no seu lugar?

Não é preciso ser presidente para se ser milagreiro, basta ser capaz de fazer milagres...